Quem nunca já tomou gel até não aguentar mais?

A disponibilidade de glicose no corpo está ligada à exaustão gradual experimentada durante um exercício prolongado. Conforme o nível de glicose diminui no músculo, fígado e sangue a prática do exercício vai se tornando mais difícil. Isso acontece porque o cérebro utiliza a glicose como combustível principal. Conforme os níveis vão diminuindo, o cérebro manda um sinal aos músculo, fazendo com que fique mais difícil recrutá-los, visando poupar energia. Com isso, a performance do atleta diminui.

Para evitar que os níveis de glicose abaixem muito, utilizamos géis e outras fontes de carboidratos. Apesar de o carboidrato demorar cerca de 45 minutos para cair na corrente sanguínea, é possível sentir as “forças renovadas” assim que colocamos o gel na boca.

Isso acontece porque o carboidrato na boca (mesmo que não seja doce) manda um sinal para o cérebro (para as áreas relacionadas a tomada de decisão e recompensa). Uma vez que o cérebro recebe esse sinal, ele reconhece que em breve haverá glicose disponível e manda esse sinal aos músculos. Assim, temos novo vigor durante o exercício.

Com base nessa teoria, quando já não aguentamos mais tomar gel, podemos apenas colocar um pouco na boca com água e cuspir depois. Teremos os benefícios do carboidrato sem o “peso” dele no estômago.

OBS: não faça isso durante toda a prova.

Sobre o autora:


Eduarda Naoum é Triatleta amadora, Graduada em Nutrição pela Universidade Católica de Brasília, Pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP e Mestra em Nutrition for Health and Human Performance pela University of Miami – EUA.

Instagram – @dudanaoum

       

teste 01

 

Mantemos os seus dados privados e os compartilhamos apenas com terceiros que tornam este serviço possível. Leia nossa política de privacidade.